quinta-feira, 17 de abril de 2008

Análise do dia D na minha escola

Parece-me chegada a hora de a fazer.
Como delegada sindical, divulguei-a o mais possível. Contei ainda com a colaboração das colegas mais combativas. Distribuímos panfletos (feitos por mim), afixámos um enorme cartaz no placard sindical, falámos com as pessoas.
Passei a noite de 14 para 15 quase em claro, a ler coisas, a fazer compilações do que se dizia na imprensa e nos blogues, a antecipar perguntas, a analisar o «entendimento» para poder falar dele sentindo-me esclarecida.
Cheguei à Escola às 8 horas - a reunião estava marcada para as 8 e meia. Tocou para o primeiro tempo às 8 e 25 e eu fiquei na sala com mais uma colega. Deppis chegou uma segunda. No primeiro intervalo, hora em que a reunião esteve mais animada, chegámos a ter 14 pessoas. A escola tem 90 professores! Contratados, estava um.
Foi uma reunião produtiva, é verdade que foi. Debateu-se, todos deram a sua opinião, todos colaboraram na redacção do documento final.
Mas, pergunto eu, onde estavam os outros? Não se ralam? Não querem saber? Estão à espera, a ver o que acontece? É-lhes igual ao litro?

2 comentários:

dissidentex disse...

Cara NAN:

são invulneráveis.

Dotados do espírito da Kriptonite e do Batmobile que podem eles temer?

Absolutamente nada.


De qualquer maneira felicito-a.

Nos tempos que correm, perante multidões de anestesiados conseguir 14 em 90 é muito bom e um incentivo a continuar.

LeniB disse...

Na minha aconteceu coisa muito semelhante...