quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Volta, ladrão, que estás perdoado... mas devolve-me os meus papéis, por favor!

Roubaram-me a carteira. Já sou uma veterana nestes acidentes, já é p'raí a terceira vez...
Lá fiquei, portanto, outra vez depenada dos escassos euros que tinha levado para férias (o que, enfim, dou de barato, nem era assim muito dinheiro e até já tinha comprado uma roupita para a Branca e uns livros para a Laura) e dos meus preciosos documentos. Aposto que, se o ladrão soubesse o sarilho em que me estava a meter, tinha corrido atrás de mim para me devolver os cartões.
Tive que ir fazer o novo e revolucionário cartão do cidadão (revolucionário porque prevejo que motive uma revolução, congeminada entre as pessoas que passam horas na bicha da Loja do Cidadão para ser medidas, pesadas, fotografadas, aliviadas de impressões digitais e outras torturas quejandas, por uma máquina de muito má catadura e as que vão lá de quinze em quinze dias saber se já chegou o cartão...).
Depois de medida, fotografada, impressionada e sei lá eu que mais pela máquina, esperei coisa de meia hora até ser chamada pela funcionária. Lá lhe expliquei o que se passara, o meu marido, munido do respectivo BI, jurou que eu era mesmo a mulher dele e eu, tentando ajudar, dei à senhora o meu número do BI, que sei de cor desde os exames do Propedêutico.
A senhora introduziu o número no computador e o dito deu-lhe todos os meus dados, que ela me leu e eu confirmei: o meu nome é o mesmo, continuo filha dos mesmos pais, a data de nascimento não mudou, não cresço desde os treze anos... até aqui ia tudo muito bem. Em seguida, o computador informou a senhora do meu número de contribuinte, que não sei de cor, e do meu número de utente do SNS, que também não sei de cor. Paguei os 12€ e fui-me embora, com a garantia de que o cartanito levava coisa de quinze dias a ser feito.
Já lá vão quase três semanas e resolvi ir perguntar pelo dito, até porque, quando fui pedir uma nova carta de condução, depois de me dizerem que o documento de pedido do cartão de cidadão servia perfeitamente e de me terem dado uma guia válida até Abril - o que já diz himalaias da fé que o serviço tem em si mesmo - me disseram ainda que o processo só avançará no dia em eu lá levar o propriamente dito cartão para fotocopiar (Oh, Mary, don't ask!).
Esperei aí uma boa hora e fiquei a saber que, ainda que o cartão lá esteja, só mo darão que lhes apresentar uma «cartinha» que eles me mandarão a informar que o cartão lá está (confusos? eu também!). Além disso, o meu cartão vai certamente demorar «muito» porque os números têm que ir a confirmar aos serviços que já os tinham confirmado, via net, em segundos (não percebem nada? eu também não!).
Moral da história: o ladrão que me roubou a carteira tem mais facilidade em provar que é eu do que eu tenho em pedir um cartão que prove que eu sou... eu!
Foi assim que reconheci, mais uma vez, que vivo numa realidade alternativa cujo script foi escrito por um poeta surrealista qualquer...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Ora essa é que é essa!

É raríssimo um aluno de classe média, com uma família equilibrada e pais que lhe dêem a devida atenção, ter maus resultados escolares.

Retirado daqui.

A inaugurar o ano

Tive férias pelo Natal, sim senhoras, mas já nem me lembro delas e não descansei grande coisa...
Na guerra entre classe docente e ME (foi a inefável ministra que falou em guerra...), a luta continua.
Lá para os lados de Israel/Palestina, parece que também - eu acho que, por este sistema bíblico, de «dente por dente e olho por olho», ainda acabamos todos desdentados e cegos, mas ninguém me perguntou...
Inaugurado o ano... vou ali e já venho.