sexta-feira, 30 de maio de 2008

Leitura aconselhada

Esta.
O post em si já é de ir às lágrimas. Começo a desconfiar que dei com a origem do dito «estar de banda como o miranda». Nos comentários encontra-se de tudo, graças a deus, com larga maioria de seres com a consciência social de uma barata. E fica-se ansioso pelo desfecho: ter casa é ou não um direito? E a alternativa é...? Compramos ou não acções da GOLPE, perdão!, da GALP? Estou em pulgas...

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Às vezes, a 28 de Maio...

...também acontecem coisas boas. Como
este magnífico post de um blogue que não conhecia e que aonde fui ter por um link apanhado neste outro blog que leio tantas vezes...

Tristemente, o mesmo facto desperta também reacções assim. Mas calculo que deve ser preciso de tudo para fazer um mundo equilibrado, como costumava dizer a minha saudosa avó, que acrescentava que, com um bocadinho de esforço, conseguimos cá viver todos. Live and let live, não é?

segunda-feira, 19 de maio de 2008

sexta-feira, 16 de maio de 2008

É arte pura...!

Ensinar e aprender

Anda no Umbigo uma acesa discussão, que teve origem numa hilariante composição sobre «O papel da escola» - parece que é A4 ou então A3 dobrado ao meio.
Agora a sério... anda por lá uma ligeira confusão feita por um colega «Fafe» entre aprendizagens e ensino. Um professor nunca (NUNCA!) pode ser responsável pelas aprendizagens de qualquer aluno. Aprender é um acto individual de vontade. O professor pode ensinar, pode incentivar o aluno a aprender, pode ajudar o aluno a aprender, pode dar ao aluno as ferramentas para ele aprender melhor, pode sugerir-lhe que aprende, pode mostrar-lhe as vantagens que há em aprender, pode admoestá-lo por não ter aprendido, pode quantificar o que ele aprendeu, pode ensinar-lhe de novo o que ele não aprendeu... o que não pode é aprender por ele ou forçá-lo a aprender. Se o aluno não quiser aprender, não aprende.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Uma ajudinha...

Aqui há uns anos, a falecida Grande Reportagem fez uma campanha muito interessante com bandeiras de diversos países e estatísticas referente aos mesmo países, cuja legenda estava nas cores da bandeira. Consgui guardar algumas mas faltam-me outra, sobretudo a da UE. Alguém me arranja isso?

Homem ao mar! Alguém que o agarre!

Alguém caiu ao mar e anda a meter água com a força toda...

domingo, 11 de maio de 2008

Parece que não há esperança, diz ele

Tive alguma dificuldade em impedir-me de vomitar enquanto ouvia entrevista de Almeida Santos à TSF, hoje, entre o meio dia e a uma. Acho que os factos, conjugados, de o pequeno almoço já ir longe e ainda não ter almoçado à hora da entrevista foram decisivos, de outra forma, não sei se me teria aguentado.
O teor básico foi : hoje é o dinheiro que manda e os políticos têm é que se adaptar a isso e o liberalismo vai gerar cada vez mais desempregados e pobres e isso vai acabar numa revolução, que com toda a probabilidade já não será no meu tempo, por isso estou-me a cagar, quem cá ficar que se lixe que eu já ganhei o meu.
Se eu alguma vez pensei que o socialismo fosse isto! Isto, o que é, é súcia-lismo!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

A sintonia

Não tenho por hábito responder a estas coisas. Mas este arrazoado, argumentação velha como a Sé de Braga, consegue, por vezes, tirar-me da minha calma.

Leia-se:

A sintonia como parâmetro de avaliação
Quando oiço ou leio a posição de certos professores relativamente às suas experiências educativas, reparo que quase sempre, as suas queixas apenas reflectem dificuldades de inserção no contexto social onde Escola se situa.


É verdade que muitos professores se queixam do meio em que a escola se insere. Mas não se queixam só disso. As queixas que mais frequentemente oiço nem têm a ver com o meio mas com o ambiente familiar, sobretudo coma falta de regras em casa que faz com que os garotos tenham pouca ou nenhuma capacidade de aceitar regras na escola, com a excessiva permissividade parental que leva pais (cansados, é certo, masque não deixam por isso de ser pais – eu também estou cansada ao fim do dia) a darem aos meninos tudo o que eles pedem e até o que ainda nem pediram e que torna as crianças incapazes de resistir à mínima frustração. E estas coisas não dependem do contexto social, ou não dependem apenas do contexto social.

Mas a coisa continua, com o mais triste e fascista dos argumentos: se são pobres, não se lhes pode exigir muito, coitados.


A violência, miséria, drogas, são o dia a dia de muitas crianças! Perante isto, vale a pena ensinar conteúdos, que elas não reconhecem como necessárias para a vida que estão habituadas a viver, onde mais uma vez a sociedade que não lhes dá condições, exige delas o que elas não podem dar?
Claro que não!


Claro que sim! Se a violência, a miséria e a droga são o dia-a-dia de muitos alunos nossos, então que é que este senhor propõe – violência, miséria e droga na sala de aula, para os pequenos se sentirem no seu meio?
Vale a pena ensinar conteúdos que elas não reconhecem como necessários para a vida que estão habituadas a viver? Claro que vale! Até para que saibam que a vida que estão habituadas a viver não é a única vida possível. Até para que aprendam a criar as condições que a «sociedade não lhes dá». E para que aprendam a lutar e a exigir dessa mesma sociedade a sua quota-parte de responsabilidades. E para que percebam que nada é dado, tudo tem que ser conquistado.

E encerra com a chave de ouro da sabedoria - os professores que se adpatem aos alunos! Venham eles de onde vierem, nem pensar em tentar levá-los a superar as faltas do meio. Ná! O professor deve é chafurdar com eles na lama, para eles se entirem em casa!

E é aqui que reside as dificuldades profissionais dos professores, é só estarem
preparados para debitar matéria e acharem que não têm nada à aprender com os
alunos.
O respeito pelas experiências sociais, quase sempre negativas dos
alunos deveria servir para agregar aos conteúdos a diversidade das suas
vivências, fazendo com que seja o professor a adaptar-se aos alunos, e não os
alunos ao professor.
Grande parte do insucesso dos alunos também passa pela
dificuldade dos professores como emissor de saberes, de serem capazes (ou
quererem, isto porque enquanto o insucesso não contar para avaliação, a vontade
é um factor importante) de se sintonizarem com os seus receptores.



A tarefa do professor é armar os seus alunos com as ferramentas intelectuais para que eles possam sair do ciclo vicioso da miséria, do assistencialismo, da vitimização. Respeitar o sofrimento das pessoas não significa mantê-las nesse estado.
Os professores não estão preparados para «debitar matéria». Os professores estão preparados para ensinar.
O professor adapta-se aos seus alunos todos os dias, quando prepara materiais específicos para as suas turmas, diferentes dos que usou no ano anterior. Quando explica de novo uma coisa que já explicou três vezes, para um grupo que ainda não entendeu. Quando é forçada a deixar de lado um plano de aula porque ninguém trouxe o livro nesse dia.
O que é que este senhor propõe? Que o professor passe a drogar-se junto com os alunos filhos de drogados? Que passe a embebedar-se, quando os alunos são filhos de alcoólicos? Que vão todos para a rua assobiar às miúdas, arrotar alto e gamar carteiras, porque é esse o ambiente do bairro?
A matéria deverá ser então qual? Agregando as vivências dos alunos habituados à droga, à miséria e à violência? Técnicas de assaltar nas caixas de Multibanco? Modos criativos de enrolar charros? Como escolher a heroína mais pura? Como dar enxertos de porrada na namorada?