Ó meuz amigoz ze ze ze!
Não sei como mantenho ainda uns laivos de sanidade mental.
Este ano tenho 9º ano. Entre a matéria está um «cheirinho» de evolução do Latim para o Português, fenómenos fonéticos, queda de sons, adição de sons, transformação de sons...
Definção de síncope (queda de um fonema no meio da palavra) por um dos meus moços:
«Síncope é quando se retira uma letra da penúltima letra da palavra.»
O que é que faço?
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Sinto-me mesmo camela!

É com esta imagem que tenciono concorrer ao Concurso de Camelos do Presépio que decorre aqui.
É cor de rosa porque é a minha cor preferida e tem os pés cor de laranja porque depois de anos e de governos a darem com os pés na educação em geral e nos professores em particular, é assim que me sinto a cada dia que passa - uma camela.
É cor de rosa porque é a minha cor preferida e tem os pés cor de laranja porque depois de anos e de governos a darem com os pés na educação em geral e nos professores em particular, é assim que me sinto a cada dia que passa - uma camela.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Aproveitem o feriado!

Continua a política do merceeiro - sem desprimor para os profissionais do ramo! - deste governo da treta, com a «violenta» abstenção do PS. Agora são os feriados, como se fossemos todos ficar mais ricos e trabalhar mais porque nos tiram os feriados.
Trata-se de gente que não sabe o que está a fazer. Está apenas numa escalada de «virtuosite» - vejam, alemães, somos tão virtuosos! Tirámos quatro feriados aos preguiçosos dos portugueses!
As escaladas da «virtude» para mostrar são perigosas. E tudo isto distrai do essencial , estamos a ser roubados para pagar, com juros usurários, uma dívida que não contraímos, para que quem de facto a contraiu e torrou o dinheiro sabe-se lá em quê possa continuar a viver como sempre viveu e a fazer o que sempre fez.
Na aldeola onde moro, a banda ainda toca o Hino da Restauração. Nunca sofri do horror ao castelhano, mas os feriados são dias de descanso e de celebração. As pessoas param um bocadinho, passeiam, passam tempo com os filhos ou com os pais, fazem uma refeição mais cuidada... no dia seguinte, estão mais bem dispostas, mais capazes de encarar o trabalho, mesmo aquele de que não gostam. As pessoas não são máquinas.
Passos Coelho, o empobrecedor dos povos, não percebe isto. Não percebe nada. Quem não percebe as pessoas não devia governar.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
No dia 24 de Novembro não houve greve nenhuma
Andei pelos blogues no dia 25 e, tanto quanto percebi pelos direitinhas de serviço (podem lê-los nos comentários do Arrastão, entre outros locais que gostam de frequentar) ontem não só não houve greve como até havia mais gente a trabalhar do que é costume, porque os portugueses (entidade que este pessoal gosta muito de citar e que parece conhecer muito bem) elegeram Passos Coelho com 88% de votos (não sei onde foram buscar este número mas é muito citado) para ele nos espremer com impostos que vai entregar aos bancos nacionais e internacionais. OMG!!!!!quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Cansaço...
Devo andar muito cansada. Ter o horário, não de efectivo trabalho apenas, mas de permanência fira de casa praticamente duplicado, ao fim de seis ou sete anos começa a notar-se.
Não vou discutir pela n-ésima vez se os professores trabalham muitas ou poucas horas. É um peditório para o qual já dei até quase me arruinar. A maioria das pessoas tem da escola a ideia que formou como aluno e só levando-os lá e mostando-lhes como é, de facto, visto do lado de cá da secretária... Portanto, e recapitulando, não vou discutir o sexo dos anjos.
Objectivamente falando, talvez porque dobrei o cabo dos 50, talvez porque, para além do trabalho, tenho mais coisas a dar-me preocupações, ando muito cansada. O cansaço atinge-me de muitas maneiras. Acordo cansada. Chego ao domingo e começo a deprimir-me porque no dia seguinte é segunda feira. Deixo acumular trabalho porque não me sinto com forças para o fazer e não consigo repousar devidamente porque a consciência me acusa de estar a deixar acumular trabalho.
Já tomei vitaminas e magnésio, já voltei às minhas sessões de reiki mas o cansaço não se deixa enganar. Só retomarei a forma descansando, que é, precisamente, o que eu não posso fazer. O meu horário deste ano, obriga-me, entre aulas, actividades «não lectivas», absurdas «horas de almoço» de três tempos e desencontros com o horário da minha filha, a estar na escola trinta e sete tempos lectivos. Nas segundas feiras estou na escola das oito e trinta da manhã às seis e trinta da tarde: dez horas seguidas. E já não tenho os vinte e três anos de quando comecei a ensinar e tinha que me levantar às seis da manhã para entrar na escola às onze e vinte, depois de ter apanhado três autocarros e subido toda a Rua Carvalho Araújo, na Damaia. Nessa altura, depois da odisseia matinal, eu chegava à Escola com a energia intacta. Agora, quando saio de casa já vou estafada.
No sábado passado, a subir as escadas lá de casa, dei de repente comigo a ter que pensar como é que se sobe uma escada. Repito: tive que pensar como é que se sobe uma escada. Ensarilhei-me e ia caindo. É assustador. É cansaço. Só passa descansando, que é, precisamente, o que eu não posso fazer.
Não vou discutir pela n-ésima vez se os professores trabalham muitas ou poucas horas. É um peditório para o qual já dei até quase me arruinar. A maioria das pessoas tem da escola a ideia que formou como aluno e só levando-os lá e mostando-lhes como é, de facto, visto do lado de cá da secretária... Portanto, e recapitulando, não vou discutir o sexo dos anjos.
Objectivamente falando, talvez porque dobrei o cabo dos 50, talvez porque, para além do trabalho, tenho mais coisas a dar-me preocupações, ando muito cansada. O cansaço atinge-me de muitas maneiras. Acordo cansada. Chego ao domingo e começo a deprimir-me porque no dia seguinte é segunda feira. Deixo acumular trabalho porque não me sinto com forças para o fazer e não consigo repousar devidamente porque a consciência me acusa de estar a deixar acumular trabalho.
Já tomei vitaminas e magnésio, já voltei às minhas sessões de reiki mas o cansaço não se deixa enganar. Só retomarei a forma descansando, que é, precisamente, o que eu não posso fazer. O meu horário deste ano, obriga-me, entre aulas, actividades «não lectivas», absurdas «horas de almoço» de três tempos e desencontros com o horário da minha filha, a estar na escola trinta e sete tempos lectivos. Nas segundas feiras estou na escola das oito e trinta da manhã às seis e trinta da tarde: dez horas seguidas. E já não tenho os vinte e três anos de quando comecei a ensinar e tinha que me levantar às seis da manhã para entrar na escola às onze e vinte, depois de ter apanhado três autocarros e subido toda a Rua Carvalho Araújo, na Damaia. Nessa altura, depois da odisseia matinal, eu chegava à Escola com a energia intacta. Agora, quando saio de casa já vou estafada.
No sábado passado, a subir as escadas lá de casa, dei de repente comigo a ter que pensar como é que se sobe uma escada. Repito: tive que pensar como é que se sobe uma escada. Ensarilhei-me e ia caindo. É assustador. É cansaço. Só passa descansando, que é, precisamente, o que eu não posso fazer.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Os «direitinhas» andam todos contentes, a abanar as caudinhas...
Vê-se nos comentários que vão por aí deixando, em blogues e jornais: o tom geral é o de «Aguentem! Força troika! (Li efectivamente isto!) Acaba-lhes com a mama! Pensavam que podiam ter casa e carro, frigorífico e televisão a cores, passar férias no Algarve e mandar os filhos para a Faculdade? Pelintras! Agora é que vão ver!»
Todos os piquenos de apelidos sonantes que andavam consumidos a ver os netos dos criados lá de casa a fazer mestrados, a andar de carro e a comprar casa estão agora a rejubilar.
Já não há socialismo a prometer uma vida melhor. «Acabou-se a esperança, agora mandamos nós outra vez!» O sonho de muita desta gente é reduzir o país a uma multidão miserável a preto-e-branco... É preciso cuidado com eles...
Todos os piquenos de apelidos sonantes que andavam consumidos a ver os netos dos criados lá de casa a fazer mestrados, a andar de carro e a comprar casa estão agora a rejubilar.
Já não há socialismo a prometer uma vida melhor. «Acabou-se a esperança, agora mandamos nós outra vez!» O sonho de muita desta gente é reduzir o país a uma multidão miserável a preto-e-branco... É preciso cuidado com eles...
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