quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Coisas que me enfurecem MESMO
Não me faz diferença que as pessoas levem o almoço para o emprego - eu levo com frequência, simplesmente porque gosto mais da minha comida feita em casa do que das sandes do bar da escola (antes tínhamos sopa e saladas e ovos cozidos, mas depois foi proibido, nunca percebi porquê). Mas é enfurecedor ver a quantidade de gente que anda encolhida de medo, com o saquitel do almoço, a achar que sim, que têm culpa da crise, que devem ficar sem os subsídios - e continuar a pagar IRS por eles, pois claro! - que andaram a viver acima das suas possibilidades porque foram de férias para o Algarve, porque pensaram que podiam vestir roupa de marca aos filhos, ou trocar de telemóvel, ou comprar uma televisão achatada... Parece que cada um de nós tem o seu pequeno salazarzinho metido na cabeça, a mandar-lhe pôr meias solas nos sapatos de há dois anos, virar os fatos, voltar a fazer as camisas do marido dos lençóis que se vão gastando e comer meio frango a dividir por quatro e ao domingo, que é dia de festa. E respeitinho!
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Isto lembra-me...
Isto lembra-me umas piadas do Jô Soares, um barman permanentemente «tocado», que reagia quando lhe diziam que um barman não deve beber.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Menos...
Eu não sou economista. Mas duvido de quem apresenta a economia como uma ciência exacta. E assustam-me as conversas de «aumentar o consumo interno». Parece-me que estamos a fazer tudo mal. Talvez devamos consumir menos. Produzir menos, mas para durar. Investir na reparação do que se avaria, em vez de deitar fora e comprar novo. Talvez devamos aprender a viver com menos. A distribuir o trabalho que há, e que é cada vez menos, por todos. A trabalhar menos horas e a ganhar menos, mas a ter mais tempo livre. Como direi? Menos assim e mais assim
Andaram décadas a vender-nos que podia ser festa todos os dias, que podíamos comer bolos a todas as refeições, mas não podemos. Ninguém pode. Andaram décadas a vender-nos que a nossa felicidade dependeria da próxima coisa que comprássemos, mas é mentira. E não devemos poder descansar enquanto, para que alguns possam comer bolos a todas as refeições, a maioria nunca chegue a provar um só bolo. Do I make myself clear?
Andaram décadas a vender-nos que podia ser festa todos os dias, que podíamos comer bolos a todas as refeições, mas não podemos. Ninguém pode. Andaram décadas a vender-nos que a nossa felicidade dependeria da próxima coisa que comprássemos, mas é mentira. E não devemos poder descansar enquanto, para que alguns possam comer bolos a todas as refeições, a maioria nunca chegue a provar um só bolo. Do I make myself clear? sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Economia, economia...
No Blasfémias esse abençoado lugar onde aprendemos que temos mesmo culpa da crise e devíamos pedir para ser chicoteados na praça pública, alegra-se uma blasfema por que «Professores que não sejam necessários não vão ser contratados». Eu sugeria uma medida mais económica - um professor em cada escola chega muito bem. Já viram o que se economizava? Isso é que era!
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Serei eu que, além de pitosga, estou a ficar mouca...

... ou este novo Ministro da Educação (e Ciência) deixou tudo na mesma com'á lesma? Naquilo que verdadeiramente importa, que podia melhorar o péssimo ambiente que se vive nas escolas, que podia melhorar as condições de trabalho de alunos e professores, enfim, naquilo que se sente no pêlo, alguém deu por alguma mudança?
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Para animar as artes, que ando desanimadita...
quinta-feira, 24 de março de 2011
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