quarta-feira, 23 de março de 2011

BIG BROTHER... OU SEJA LÁ QUEM FOR... IS WATCHING YOU


Um dos lados piores deste novo sistema de gestão das escolas, junto com a negregada avaliação e o «respeitinho» e o medo tão típicos deste desgraçado país, foi o ter-se retomado a prática pidesca das queixinhas. As salas de professores são hoje lugares vigiados, onde ninguém se sente à vontade porque nunca se sabe da idoneidade de quem nos ouve ou vê... Não sei o que esperam estes/estas pulhas pidescos ganhar, mas que os há, há!

terça-feira, 22 de março de 2011

DEVO SER MUITO BURRA!



Porque ainda não percebi como é que com mais desemprego, ganhando menos, pagando mais taxas e impostos absurdos se vai sair da crise. Plano de Estabilidade e Crescimento???? Mas o que é que vai estabilizar? A miséria? E o que é que vai crescer? A percentagem de pobres e o desemprego, só se for isso... e, para isso, valerá a pena fazer planos?

quarta-feira, 16 de março de 2011

Se eu alguma vez pensei...

... que o socialismo fosse assim!
Estou pasma! O PEC4 parece que vem roer mais um bocadito dos abonos de família (essa mordomia abocanhada por um poderoso «lobby»), apertar ainda mais a rede do subsídio de desemprego, congelar as reformas milionárias de 290€, cortar uma fatia das restantes... enfim como dizia uma criatura num fórum da TSF ainda ontem, demonstrar a assombrosa coragem do nosso Governo ao afrontar os privilégios de «lobbies» poderosos em que nenhum governo se tinha atrevido a tocar. Presumo que se referia ao poderoso «lobby» dos reformados, à «mafia» dos menores de 18 anos, a essa classe privilegiada dos desempregados...
Aqui discute-se miudamente se na manifestação estavam 30 000, ou 300 000, ou até se lá estava mesmo alguém - parece que havia três pessoas, um cão e um periquito. Uma das autoras explica-nos como vai ser o mundo,esse maravilhoso mundo que nos estão a preparar: uma gigantesca praça de jorna e nós todos a alugar o canastro, espezinhando o vizinho do lado se preciso for, e se dada a abundância da oferta, quem aluga decidir que afinal não paga, a gente amocha e vai trabalhar por um pacote de alpista e duas cargas de porrada.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Até gosto dos Deolinda, a sério...

... mas alguns comentários daqui tiram-me um bocado do sério.
Vamos lá ver se percebi bem: a minha geração, que serviu de cobaia aos primeiros malucos experimentalistas do Ministério da Educação, que apanhou com Serviços Cívicos e Anos Propedêuticos pelas trombas, que tirou licenciaturas de quatro e cinco anos, e, no caso dos que hoje são professores, ainda fez um estágio completo, de dois anos, com parte curricular e parte prática sem que isso lhes tenha sido reconhecido como formação ao nível de mestrado, que (ainda no caso dos que são professores) andou décadas a ser colocada em casa do diabo mais velho, a fazer centenas de quilómetros por dia, ou a pagar duas e três casas (uma para a mulher colocada em Braga, outra para o marido colocado em Faro e uma terceira, em Setúbal, onde esperavam vir a viver um dia), que teve que criar os filhos em bolandas, que nos últimos cinco ou seis anos tem sido recolocada em escalões cada vez mais baixos, a quem sacaram uma fatia de ordenado para tapar o buraco que os banqueiros fizeram, a quem andam a dizer que ganham demais e que têm de trabalhar até morrer, tem ainda que gramar os neo cons a virarem-lhes os filhos contra os pais?
Então querem que eu acredite que é porque eu sou professora do quadro que a minha filha não vai ter emprego? Que o mundo seria melhor se o ME me pudesse despedir a mim, sem motivo nenhum, só porque sim, para a empregar a ela?
Permito-me citar, na íntegra, o comentário nº 21
Não entendo esta culpabilização de gerações. Todas as gerações herdam algo das anteriores, seja a guerra ou a paz. O que pretendem com isto? Esquecer a responsabilidade dos governantes, nacionais e internacionais,amolecer os jovens, condenar os mais velhos? Provavelmente,tudo vai mudar. Se calhar muitos ficarão em casa dos pais, as casas terão de ser maiores,as famílias alargadas. Se calhar o modelo do indivíduo numa casa só para ele, com carro e emprego,não será mais viável. Se calhar a ideia dos jovens saírem de casa mal acabam o curso, modelo de responsabilidade e de autonomia, vai perdendo o seu sentido. Se calhar impõem-se novas formas de solidariedade. Se calhar…sei lá, tantas mudanças serão necessárias. Ou não.
Mas o que eu não entendo é esta ideia tão moderna de culpabilizarem a geração X ou Y.
Culpam os grisalhos porque os jovens não têm entrada no mercado de trabalho. Culpam-nos porque ocupam postos de trabalho, impedindo que triunfe o critério do mérito, que parece pertencer apenas aos jovens,a seguir culpam-nos porque se reformam cedo demais, passando a ser parasitas do Estado. Ninguém se entende. Podemos despedir os velho todos e dar-lhes uma reforma de 300 euros. Ou simplesmente exterminá-los. Mas são muitos deles que no entanto sustentam esses filhos de 30 anos que não têm emprego.
Que tal deixarem de culpar os novos ou os velhos e tentarem definir linhas gerais para o bem estar de todos?

Em vez de tentarem virar filhos contra pais, não será mais por aqui? O trabalho é um bem escasso. Cada vez é preciso menos esforço para produzir, não é por culpa dos mais velhos que os mais novos não encontram trabalho, é porque, simplesmente não ohá. Em breve, e esperemos que aconteça a bem, será preciso distribuir esse escasso bem que é o trabalho por todos - um bocadinho acada um.
Ah, e quanto aos Deolinda, boas canções, gosto muito.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Férias de Natal


Estou a festejar. Passei os últimos dias a cozinhar, a bordar e a coser para fazer as prendas de Natal. Hoje, amanhã e domingo é descanso! Feliz Natal ao pessoal!!!!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Mas anda tudo a dormir ou quê?


O que é que se passa connosco? Andamos a dormir? O nosso Governo (mas quem é que elegeu estes gajos?) prepara-se para nos fazer pagar o nosso próprio despedimento, os patrões estão prestes a descobrir que voltar à escravatura é que era, os nossos meninos ficaram inteligentíssimos e bem preparadérrimos de repente, diminuiram-nos os ordenados, aumentaram preços e impostos... não vale a pena continuar, pois não?
E a gente faz o quê? NADA. Está tudo quietinho, caladinho, com o rabinho entre as pernas e a orelhinha murcha. Cumpriu-se a profecia de O'Neill, chegámos finalmente a ratos. Squick!