segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Até gosto dos Deolinda, a sério...

... mas alguns comentários daqui tiram-me um bocado do sério.
Vamos lá ver se percebi bem: a minha geração, que serviu de cobaia aos primeiros malucos experimentalistas do Ministério da Educação, que apanhou com Serviços Cívicos e Anos Propedêuticos pelas trombas, que tirou licenciaturas de quatro e cinco anos, e, no caso dos que hoje são professores, ainda fez um estágio completo, de dois anos, com parte curricular e parte prática sem que isso lhes tenha sido reconhecido como formação ao nível de mestrado, que (ainda no caso dos que são professores) andou décadas a ser colocada em casa do diabo mais velho, a fazer centenas de quilómetros por dia, ou a pagar duas e três casas (uma para a mulher colocada em Braga, outra para o marido colocado em Faro e uma terceira, em Setúbal, onde esperavam vir a viver um dia), que teve que criar os filhos em bolandas, que nos últimos cinco ou seis anos tem sido recolocada em escalões cada vez mais baixos, a quem sacaram uma fatia de ordenado para tapar o buraco que os banqueiros fizeram, a quem andam a dizer que ganham demais e que têm de trabalhar até morrer, tem ainda que gramar os neo cons a virarem-lhes os filhos contra os pais?
Então querem que eu acredite que é porque eu sou professora do quadro que a minha filha não vai ter emprego? Que o mundo seria melhor se o ME me pudesse despedir a mim, sem motivo nenhum, só porque sim, para a empregar a ela?
Permito-me citar, na íntegra, o comentário nº 21
Não entendo esta culpabilização de gerações. Todas as gerações herdam algo das anteriores, seja a guerra ou a paz. O que pretendem com isto? Esquecer a responsabilidade dos governantes, nacionais e internacionais,amolecer os jovens, condenar os mais velhos? Provavelmente,tudo vai mudar. Se calhar muitos ficarão em casa dos pais, as casas terão de ser maiores,as famílias alargadas. Se calhar o modelo do indivíduo numa casa só para ele, com carro e emprego,não será mais viável. Se calhar a ideia dos jovens saírem de casa mal acabam o curso, modelo de responsabilidade e de autonomia, vai perdendo o seu sentido. Se calhar impõem-se novas formas de solidariedade. Se calhar…sei lá, tantas mudanças serão necessárias. Ou não.
Mas o que eu não entendo é esta ideia tão moderna de culpabilizarem a geração X ou Y.
Culpam os grisalhos porque os jovens não têm entrada no mercado de trabalho. Culpam-nos porque ocupam postos de trabalho, impedindo que triunfe o critério do mérito, que parece pertencer apenas aos jovens,a seguir culpam-nos porque se reformam cedo demais, passando a ser parasitas do Estado. Ninguém se entende. Podemos despedir os velho todos e dar-lhes uma reforma de 300 euros. Ou simplesmente exterminá-los. Mas são muitos deles que no entanto sustentam esses filhos de 30 anos que não têm emprego.
Que tal deixarem de culpar os novos ou os velhos e tentarem definir linhas gerais para o bem estar de todos?

Em vez de tentarem virar filhos contra pais, não será mais por aqui? O trabalho é um bem escasso. Cada vez é preciso menos esforço para produzir, não é por culpa dos mais velhos que os mais novos não encontram trabalho, é porque, simplesmente não ohá. Em breve, e esperemos que aconteça a bem, será preciso distribuir esse escasso bem que é o trabalho por todos - um bocadinho acada um.
Ah, e quanto aos Deolinda, boas canções, gosto muito.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Férias de Natal


Estou a festejar. Passei os últimos dias a cozinhar, a bordar e a coser para fazer as prendas de Natal. Hoje, amanhã e domingo é descanso! Feliz Natal ao pessoal!!!!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Mas anda tudo a dormir ou quê?


O que é que se passa connosco? Andamos a dormir? O nosso Governo (mas quem é que elegeu estes gajos?) prepara-se para nos fazer pagar o nosso próprio despedimento, os patrões estão prestes a descobrir que voltar à escravatura é que era, os nossos meninos ficaram inteligentíssimos e bem preparadérrimos de repente, diminuiram-nos os ordenados, aumentaram preços e impostos... não vale a pena continuar, pois não?
E a gente faz o quê? NADA. Está tudo quietinho, caladinho, com o rabinho entre as pernas e a orelhinha murcha. Cumpriu-se a profecia de O'Neill, chegámos finalmente a ratos. Squick!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Coisas do PISA



Eu, se fosse ao nosso Governo, não embandeirava em arco com a subida de Portugal nos resultados do PISA. Primeiro, porque não há políticas de educação que dêem resultados em tão pouco tempo. Segundo, porque continuamos mais perto do fim do que do topo. Terceiro, porque esperava para ver se estes melhores resultado se mantêm ou se são fogo-de-vista.
Já apliquei testes PISA em anos anteriores e vi o pouco cuidado no trabalho do ME. Como foram aplicados os de 2009 não falo, que não estive lá.
A parte de Sócrates a chamar «heróis» aos professores... vem tarde e a más horas. Já lhes chamou tudo o que de feio havia a chamar antes. Creio que a maioria deles - e por mim falo - nem se esquece nem perdoa...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Ó minha senhora, eu já não entendo nada...!


Estou completamente às aranhas.
Depois de uma volta pela blogosfera, que de vez em quando faço na hora do almoço, fiquei completamente baralhada: depois de mais de um século de luta pelos direitos laborais, agora vemos os trabalhadores, quem sabe se inspirados pelo Partido Socialista no poder, a concluir que o melhor era não haver sindicatos.
Dantes, um dos horrores do comunismo era o retirarem as criancinhas aos pais para serem educadas pelo estado. Agora, os pais pedem por tudo ao estado que lhes eduque os filhos.
Antigamente, falava-se com horror de como os desgraçadinhos dos habitantes dos infernos comunistas não tinham a liberdade de sair dos ditos infernos para viverem onde quisessem. Actualmente, acha-se que todos têm o direito de viver onde quiserem, desde que não seja na Europa nem nos Estados Unidos, claro.
Até já li, ainda há bocado, que a solução para Portugal era... o Estado Novo. Vou almoçar, isto deve ser da fraqueza...
Mais ninguém acha isto estranho?

Há quem tenha a solução para a crise...



Acreditem se quiserem, mas não se fiem em mim, vão lá ler com os vossos próprios olhinhos:
Ela aqui está...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Bom demais para não reproduzir, com vénia:



Um homem, voando num balão, dá conta que está perdido. Avista um homem no chão, baixa o balão e aproxima-se:

- Pode ajudar-me? Fiquei de encontrar-me com um amigo às duas da tarde; já tenho um atraso de mais de meia hora e não sei onde estou…
- Claro que sim! – responde o homem: O senhor está num balão, a uns 20 metros de altura, algures entre as latitudes de 40 e 43 graus Norte e as longitudes de 7 e 9 graus Oeste.
- É consultor, não é?
- Sou sim senhor! Como foi que adivinhou?
- Muito fácil: deu-me uma informação tecnicamente correcta, mas inútil na prática. Continuo perdido e vou chegar tarde ao encontro porque não sei o que fazer com a sua informação…
- Ah! Então o senhor é político socialista!
- Sou! Como descobriu?
- Muito fácil: O senhor não sabe onde está, nem para onde ir,assumiu um compromisso que não pode cumprir e está à espera que alguém lhe resolva o problema. Com efeito, está exactamente na mesma situação em que estava antes de me encontrar. Só que agora, por uma estranha razão, a culpa é minha!…

Original aqui, assinado por Cristina F