sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Eu cá gosto do Natal...


... e desculpem qualquer coisinha!
É assim mesmo, gosto. Da comida, das prendas, do barulho, de jogar Trivial, da árvore de Natal (mesmo da nossa que tem p'rái uns 15 centímetros de altura).

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O aquecimento global é um mito...


... diz-se por aí, entre uns iluminados. Ou, se existe, dizem os mesmos iluminados, a actividade humana não mete para aí prego nem estopa.
Pois, à pala do aquecimento global que não existe, a roseira coberta de flores (EM DEZEMBRO!) que tenho à minha porta deve ser uma ilusão de óptica. E o aroma da SOCEL que hoje paira no ar... deve ser perfume.

Raios partam o trabalho doméstico!


Anda acesa a discussão sobre as empregadas domésticas. No Jugular a coisa está brava. Deixa-me cá ajuntar uma acha à fogueira.
Já aqui o disse - há-de estar lá para trás - que é o dinheiro mais bem gasto, o que se paga à empregada. Quem me dera! A minha (saudosa!) reformou-se, deixando-me com o trabalho todo às costas!
Claro que o marido e as filhas ajudam, mas... as «ajudas» são quase piores do que não fazerem nada. Como não posso contar com elas - uma vez que cada um só faz o que lhe apetece e quando lhe apetece - a responsabilidade acaba por ser minha. Às vezes lá há uma ou outra coisa que me parece feita, mas nunca posso contar com isso.
Pessoalmente, acho que vivemos de uma forma que desperdiça absurdamente recursos e energia (eléctrica e humana). Sou o mais possível por uma forma de sociedade em que quem gosta de cozinhar e o faz bem (eu, por exemplo) faça esse trabalho para uma comunidade alargada (e seja pago por isso, claro!) e as casas particulares sejam reduzidas ao mínimo indispensável para o conforto - tudo fácil de limpar, claro! Esta coisa de uma casa = uma máquina de lavar roupa, uma máquina de lavar loiça, um ferro de engomar, um fogão... que afinal só funcionam algumas horas por semana é coisa que deve estar para durar pouco. É caro e cansativo!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Claro que toda a gente sabe que os homossexuais nascem em vasos...



Às vezes, dou por mim com pena de algumas pessoas. Leio o que escrevem e penso que, para elas, o mundo deve estar a transformar-se, a passos largos, num lugar tenebroso.
Mas, quanto a mim, prefiro este mundo "velho" - feito de homens e mulheres, nascidos (ou adoptados) de casamentos entre homens e mulheres, com pais e mães, irmãos e irmãs, primos, tias e avós(...)

Fruto desse pavor, escrevem não importa o quê! Como imaginarão estas pessoas uma família em que há dois pais ou duas mães?

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Casamento ou Vrrrnhéc?


Quer-me parecer que o que está em jogo e o pessoal do «contra» não diz é que, com o casamento para tod@s, a heterossexualidade das pessoas casadas deixa de ser presumida de imediato.
Até agora, facto de alguém se identificar como casado implica automaticamente a sua condição de heterossexual. Quando o casamento for alargado a tod@s, isso deixa de ser automático. Pelos vistos a identidade hetero é tão frágil, nestas cabeças, que se não for presumida, não existe... É por isso que tanto insistem na mesma-coisa-mas-com-outro-nome.
Nestas cabeças, heterossexuais somos todos até que @s que o não são anunciem esse facto. O casamento aberto a tod@s, o reconhecimento da homoparentalidade, a adopção por casais do mesmo sexo serão mais passos a dificultar este estado heterossexista de coisas - e o problema está aqui. Certo?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O NOVO PROGRAMA QUE COMEÇARÁ JÁ NO ANO QUE VEM A DEFORMAR MAIS AINDA AS JÁ DEFORMADAS CABECITAS DOS NOSSOS INFANTES




Alguém já passou os olhos pelo Novo Programa de Língua Portuguesa? Eu já. E só pergunto isto: mas por que carga de raios tenho eu (ou qualquer outro colega) que ler carradas de tontices sem interesse nenhum? Mas o que é aquilo?
Não resisto a incluir um parágrafo, retirado da página 28
A fim de contrariar a eventual propensão para se acentuar o eixo dos
conteúdos, chama-se a atenção para a necessidade de se não trabalhar o programa
apenas em função dos referidos conteúdos; estes facultam uma metalinguagem
comum aos professores dos três ciclos, no sentido de se reverter a deriva
terminológica que se foi manifestando nos últimos anos. De um ponto de vista
didáctico, eles devem ser activa e criativamente articulados com os desempenhos
esperados, agrupados por grandes linhas orientadoras (coluna da esquerda) do
trabalho sobre as competências; a não ser assim, o programa poderá resultar numa
mera descrição de conceitos, com escassas consequências no plano da aquisição e
do desenvolvimento de competências. Acrescente-se ainda que mais importante do
que levar os alunos a memorizar definições de termos (um risco que se agrava
quando estão em causa termos metalinguísticos) é torná-los capazes de utilizar
correctamente, em contexto, os respectivos conceitos.

É tudo assim.
Tudo!
Esta é a lista de textos a incluir no Projecto Curricular de Turma (ainda alguém me há-de explicar para que serve esta coisa) do um 7º ano:
• três narrativas de autores portugueses
• um conto tradicional
• um texto dramático de autor
português (incluindo literatura juvenil)
• um conto de autor de país de língua
oficial portuguesa
• uma narrativa de autor estrangeiro
• dois textos da literatura juvenil
• poemas de subgéneros variados

Aceitam-se sugestões... de interpretação desta lista.