NA MANIFESTAÇÃO EM LISBOA!
A GENTE ENCONTRA-SE LÁ!
quarta-feira, 27 de maio de 2009
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Quanto melhor pior, ou quanto pior melhor, ou quanto melhor fores pior para ti?
Li com a moderação que consegui.
Talvez a pergunta (retórica ou não) que vou colocar seja uma crueldade, mas não posso deixar de a fazer: justifica-se escolher a dedo os melhores professores para lidar com os piores entre os piores alunos? Ser mau aluno é que está a dar? Para os bons e para os muito bons alunos, qualquer coisinha serve? E, já agora, como vamos motivar a próxima geração de professores? Discursos do tipo: quanto melhores forem piores serão os alunos que vos irão parar á sala de aula?
Talvez a pergunta (retórica ou não) que vou colocar seja uma crueldade, mas não posso deixar de a fazer: justifica-se escolher a dedo os melhores professores para lidar com os piores entre os piores alunos? Ser mau aluno é que está a dar? Para os bons e para os muito bons alunos, qualquer coisinha serve? E, já agora, como vamos motivar a próxima geração de professores? Discursos do tipo: quanto melhores forem piores serão os alunos que vos irão parar á sala de aula?
quarta-feira, 22 de abril de 2009
A minha aluna romena
Estou a encenar (outra vez) o Auto da Barca do Inferno com a minha melhor turma de 9º ano. É um trabalho insano, mas o resultado é sempre bom e os moços aprendem muita coisa no processo. Desta vez, o único trabalho que levaram para as férias da Páscoa foi decorarem os respectivos papéis. A minha aluna romena chegou ao primeiro ensaio após as férias com o papel na ponta da língua e o seu maior espanto foi ver que nenhum dos colegas portugueses tinha feito o mesmo.
A diferença básica entre esta jovem romena e os seus colegas de turma (que até são muito bons alunos) é que ela respeita a escola e os professores - se um professor lhe dá um trabalho para fazer, ela fá-lo, e nem lhe passa pela cabeça não o fazer.
A diferença básica entre esta jovem romena e os seus colegas de turma (que até são muito bons alunos) é que ela respeita a escola e os professores - se um professor lhe dá um trabalho para fazer, ela fá-lo, e nem lhe passa pela cabeça não o fazer.
quarta-feira, 18 de março de 2009
A TRETA DOS IMPOSTOS, OS IMPOSTOS DA TRETA E OS IMPOSTORES
A blogosfera está cheia, a deitar por fora, de indignados cidadãos que pagam os seus impostos e que, visto isso, não estão dispostos a «sustentar» as «mordomias» «dessa gente» (leia-se «funcionários públicos») que «nem impostos paga».
Longe de mim pugnar contra o seu legítimo direito de se indgnarem e tal, mas, já agora, gostava que soubessem bem com o que se indignam.
«Essa gente» são os funcionários das finanças, que até podem ser antipáticos às vezes, sobretudo quando cumprem ordens surreais vindas dos insuspeitos senhores que nos governam, mas que vos ajudam a preencher os impressos; são os médicos que vos tratam quando estão doentes; são os enfermeiros que vos vacinam; são os professores que vos educam os filhos e os auxiliares que tomam conta deles; são os polícias que vos defendem os bens; são os homens e mulheres que varrem as ruas que vocês sujam e delas retiram o lixo que vocês fazem... vamos lá a um bocadinho de respeito,sim?
«Essa gente» paga impostos. Quando se quer lixar os funcionários públicos, avança-se com os salários brutos, que nenhum deles recebe. Os funcionários públicos, como qualquer trabalhador por conta de outrem, têm o IRS descontado automaticamente. Têm ainda descontada a contribuição para a ADSE e para a Caixa Geral de Aposentações. E pagam IVA em cada coisa que compram. E IMI pelas suas casas. E IA pelos seus automóveis. E Imposto sobre os Produtos Petrolíferos na gasolina, no gasóleo e no gás. Ou alguém acredita que quando vou à bomba meter gasolina me perguntam se sou Funcionária Pública e me vendem a gasolina mais barata por via disso?
Agora, força nessa indignação, depois de responderem a esta: em vez de gritar para que se tirem aos funcionários públicos as coisas boas que, pelos vistos, eles têm e vocês não, não seria melhor gritar para que vo-las dêem também? Não seria melhor, pergunto eu, estarmos todos melhor, em vez de estarmos todos pior?
Longe de mim pugnar contra o seu legítimo direito de se indgnarem e tal, mas, já agora, gostava que soubessem bem com o que se indignam.
«Essa gente» são os funcionários das finanças, que até podem ser antipáticos às vezes, sobretudo quando cumprem ordens surreais vindas dos insuspeitos senhores que nos governam, mas que vos ajudam a preencher os impressos; são os médicos que vos tratam quando estão doentes; são os enfermeiros que vos vacinam; são os professores que vos educam os filhos e os auxiliares que tomam conta deles; são os polícias que vos defendem os bens; são os homens e mulheres que varrem as ruas que vocês sujam e delas retiram o lixo que vocês fazem... vamos lá a um bocadinho de respeito,sim?
«Essa gente» paga impostos. Quando se quer lixar os funcionários públicos, avança-se com os salários brutos, que nenhum deles recebe. Os funcionários públicos, como qualquer trabalhador por conta de outrem, têm o IRS descontado automaticamente. Têm ainda descontada a contribuição para a ADSE e para a Caixa Geral de Aposentações. E pagam IVA em cada coisa que compram. E IMI pelas suas casas. E IA pelos seus automóveis. E Imposto sobre os Produtos Petrolíferos na gasolina, no gasóleo e no gás. Ou alguém acredita que quando vou à bomba meter gasolina me perguntam se sou Funcionária Pública e me vendem a gasolina mais barata por via disso?
Agora, força nessa indignação, depois de responderem a esta: em vez de gritar para que se tirem aos funcionários públicos as coisas boas que, pelos vistos, eles têm e vocês não, não seria melhor gritar para que vo-las dêem também? Não seria melhor, pergunto eu, estarmos todos melhor, em vez de estarmos todos pior?
segunda-feira, 16 de março de 2009
Escrito à pressa...
... e com a devida vénia à Isabel Coutinho (que nem sequer conheço) que escreveu o que a seguir cito, num comentário do Arrastão (link ali ao lado):
E eu só acrescento: por que carga de raios somos assim? Por que demónio é que, em vez de nos unirmos contra um governo que pretende lixar-nos a todos, aplaudimos de pé enquanto achamos que ele está a lixar os outros e que a nós não há-de calhar nem uma folhinha de lixa? E só nos lamentamos quando, finalmente, nos toca, salvaguardando, no entanto, que os outros deverão sempre, e por todos os meios ser lixados?
Que merda de país triste este!
Trabalhadores privados contra Trabalhadores da Função Pública e vice-versa;
Empregados contra Desempregados e vice-versa;
Activos contra Reformados e vice versa;
Precários contra os do Quadro e vive-versa;
Independentes contra Dependentes e vice-versa;
Novos contra Velhos e vice-versa;
Pobres contra Ricos e vice versa;
E eu só acrescento: por que carga de raios somos assim? Por que demónio é que, em vez de nos unirmos contra um governo que pretende lixar-nos a todos, aplaudimos de pé enquanto achamos que ele está a lixar os outros e que a nós não há-de calhar nem uma folhinha de lixa? E só nos lamentamos quando, finalmente, nos toca, salvaguardando, no entanto, que os outros deverão sempre, e por todos os meios ser lixados?
Que merda de país triste este!
quarta-feira, 11 de março de 2009
Efeméride (muito) pessoal

O meu avô Zé faria hoje 100 anos. Não se passa um dia sem que sinta a sua falta. Na nossa família, em que quase todos têm imaginações vivas e trabalhadoras, às vezes em excesso, o avô era uma âncora na realidade.
Deixo-o aqui, acompanhado pelo grande amor da sua vida, a avó Maria. São o meu exemplo pessoal de casal perfeito.
E parabéns ao meu pai, que também faz hoje anos.
terça-feira, 10 de março de 2009
Primavera
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