quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Que tristeza!

Isto. É com profunda tristeza que vou ler blogues que habitualmente leio, escrito por pessoas que eu tinha por gente séria, e ler estas coisas.
Mas o defeito deve ser meu...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Ficção científica... ou não.

Excelente leitura - esta - de um blogue que já consta ali na «Biblioteca da Escola». Anima-me, ver que há mais quem pense como eu. Bem sei que não se deve atribuir à maldade o que pode ser atribuído à estupidez, mas a actuação dos nossos governantes já há muito que ultrapassou a estupidez...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

É assim mesmo que se fala - ou escreve!

Magníficos posts. Cheios de sabedoria. Dignos de um professor.
Este, este e este. E anuncia-se um último que espero ansiosamente.

É assim uma espécie de cinco em um

Partido (Popular de Esquerda Democrática e Moderada) Socialista - P(PEDM)S
É bonito. E dá para praticamente tudo. É a Bimby da política.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Dúvida existencial

Uma vez que os professores são uma cambada de comunistas incompetentes, manipulados por sindicatos de comunistas, uma vez que todos os professores são burros iletrados e doidos varridos - tenho lido todas estas afirmações feitas por corajosos anónimos em blogues e sites de jornais - o que leva as pessoas a ter os filhos nas escolas?

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Vómitos!

«É essencial fazer um grande crivo à entrada para ter bons professores. Quem mais contesta a avaliação são os professores mais antigos. Habituaram-se ao deixa andar e agora lidam mal com as exigências. Vejam quem lidera os sindicatos e está definido o perfil. 50 anos, 25 de carreira, sempre a progredir…Os mais novos sabem que o futuro é exigente e já estão preparados e ficam contentes por cada um dos mais velhos que se aposenta. Abre portas a outro (e mais 2 ficam à espera) e contribui para uma maior exigência. O futuro é dos melhores e alguns ainda não deram conta disso.»

Um ser que s'assina «Trabalhador da Silva» - nick que diz muito sobre a criatura que lhe subjaz - escreveu, ou melhor dizendo, vomitou, nos comentários do Paulo Guinote o parágrafo acima. Faltou-lhe dizer que o futuro pertence aos louros de olhos azuis, mas foi sem dúvida por esquecimento. Também se esqueceu de propor que se fuzilem simplesmente os professores com mais de 60 anos para dar lugar aos novos (e subentende-se que melhores).
Desta vez começam com os professores, classe incómoda que tem como dever profissional pensar e ensinar a pensar. Podiam ter começado por outra classe qualquer. Mas todos os que agora se deleitarem a perseguir professores devem estar avisados: até podem não ser eles os próximos, mas acabará por lhes chegar à porta... Nessa altura, é capaz de já ser tarde para arrepiar caminho.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Palavras de poeta

Poema pouco original do medo

O medo vai ter tudo
pernas
ambulâncias
e o luxo blindado
de alguns automóveis
Vai ter olhos onde ninguém o veja
mãozinhas cautelosas
enredos quase inocentes
ouvidos não só nas paredes
mas também no chão
no teto
no murmúrio dos esgotos
e talvez até (cautela!)
ouvidos nos teus ouvidos

O medo vai ter tudo
fantasmas na ópera
sessões contínuas de espiritismo
milagres
cortejos
frases corajosas
meninas exemplares
seguras casas de penhor
maliciosas casas de passe
conferências várias
congressos muitos
óptimos empregos
poemas originais
e poemas como este
projectos altamente porcos
heróis
(o medo vai ter heróis!)
costureiras reais e irreais
operários
(assim assim)
escriturários
(muitos)
intelectuais
(o que se sabe)
a tua voz talvez
talvez a minha
com certeza a deles

Vai ter capitais
países
suspeitas como toda a gente
muitíssimos amigos
beijos
namorados esverdeados
amantes silenciosos
ardentes
e angustiados

Ah o medo vai ter tudo
tudo
(penso no que o medo vai ter
e tenho medo
que é justamente
o que o medo quer)

O medo vai ter tudo
quase tudo
e cada um por seu caminho
havemos todos de chegar
quase todos
a ratos

Sim
ratos

Alexandre O'Neil

É por isto que não deposito grande fé numa greve, ou em duas, ou em três... Vamos a ver.