terça-feira, 11 de novembro de 2008
Cuidado...!
Lendo os blogues - leitura indispensável para quem quer estar informado, porque a imprensa, escrita e falada, está muito governamentalizada - apercebo-me de alguns colegas (poucos, felizmente) que andam laborando num erro: atacar os «sindicatos» e endeusar os «movimentos», ou endeusar os «sindicatos» e, para tal, lá está, atacar os «movimentos». Calculo que o ME ao ver isto esfregue as metafóricas mãos de contente. Chama-se dividir para reinar e é mais velho do que a cheia do Nilo ou a Sé de Braga. Não nos deixemos cair nesse buraco, por favor. Sindicatos e movimentos têm a sua utilidade e o seu nicho. E agora, neste momento específico, somos todos professores. É especialmente importante puxarmos todos para o mesmo lado, em vez de, enquanto somos atacados por tantos lados ainda, nos dedicarmos a atacar, por nossa vez, os nossos próprios colegas só porque divergimos ligeiramente de opinião...
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Os burros de carga de acção educativa
Quando eu andei, na escola chamavam-se «contínuos». «Sô Contino» em dialecto de aluno. Havia um em cada corredor, vários no bufete, um na portaria, um no PBX, vários nos recreios, um em cada laboratório... Depois, reduziram-lhes drasticamente o número e passaram a chamar-lhes «auxiliares de acção educativa». Agora, reduzidos ao mínimo dos mínimos, cada um a fazer o trabalho de quatro pessoas, permententemente esfalfados, esgotados de trabalho, proponho que passem a chamar-se «burros de carga de acção educativa», porque é assim que são tratados.
E aqui fica o meu enorme obrigada às auxiliares de acção educativa da minha escola, que me espanto como ainda não caíram para o lado...
E aqui fica o meu enorme obrigada às auxiliares de acção educativa da minha escola, que me espanto como ainda não caíram para o lado...
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Boa estratégia!
Esta Estou pronta a usá-la, a propagandeá-la, a defendê-la... Mas que há por aí uns «colegas» que, todos contentes por serem «titulares», enquanto que outros não o são, porque se todos fossem perdia-se o gozo da coisa, andam a cozinhar «fichas» e «grelhas» nas quais se deliciam com o antegosto de lá cozinhar os colegas não «titulares»... ai isso há!
Educação?! Física?!

Arrisco-me a ser assassinada pelos colegas de EF, mas não me sentiria bem comigo mesma se não colocasse esta dúvida existencial que me tem moído a cabeça nos últimos anos, quer como mãe de uma aluna, quer como directora de turma: QUE DIABO SE PASSA COM A EDUCAÇÃO FÍSICA EM PORTUGAL? Como é possível que raparigas que são excelentes alunas de balett tenham 10 a EF? Como se explica que alunos e alunas que são atletas de competição tenham 10/11 a EF?
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Ele há coisas...!
Estive este fim-de-semana, um bocado engripada, a rever Harry Potter e a Ordem da Fénix. Lá pelo meio, tive uma espécie de iluminação - aquela Dolores Umbridge não vos lembra ninguém? Aquele Ministério da Magia não vos lembra nada? Aqueles «Decretos Educacionais» não vos trazem nada à memória?
Famílias numerosas
Descobri hoje que pertenço a uma família numerosa - o pai, a mãe, uma avó, uma avó-e-um-avô, uma tia e três filhos (eu incluída), que era o pessoal que morava lá em casa quando eu era pequerrucha, às vezes ainda acrescido de uma ou outra prima a estudar em Lisboa.
Ainda não estou em mim.
Eu, o marido, e as duas filhas formaremos o quê? Uma família de média dimensão? E os almoços de sábado, em Benfica? Uma família a transbordar - é verdade que faltam sempre cadeiras à última hora - para fora da casa?
Afinal, o que é que é mesmo uma família? Papá-mamã-fifis?
Ah, e tudo isto porque me lembrei de que o presidente - ou seria o porta voz? - da Associação de Famílias Numerosas (seja lá isso o que for e represente quem representar), que ouvi na rádio há uns dias, não tem o dom da palavra e entre «não é?», «p'tanto» e «qué'd'zer» mal se entendeu o que queria...
Ainda não estou em mim.
Eu, o marido, e as duas filhas formaremos o quê? Uma família de média dimensão? E os almoços de sábado, em Benfica? Uma família a transbordar - é verdade que faltam sempre cadeiras à última hora - para fora da casa?
Afinal, o que é que é mesmo uma família? Papá-mamã-fifis?
Ah, e tudo isto porque me lembrei de que o presidente - ou seria o porta voz? - da Associação de Famílias Numerosas (seja lá isso o que for e represente quem representar), que ouvi na rádio há uns dias, não tem o dom da palavra e entre «não é?», «p'tanto» e «qué'd'zer» mal se entendeu o que queria...
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
O churrasco
Andamos a analisar grelhas. Temos analisado grelhas, modificado grelhas, imaginado como será grelhar alguém naquilo... Na sala de professoress vai um cheiro a esturro que não se pode. Ultimamente, ser professor é como participar num longo churrasco - e o almoço somos nós!
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